sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Zagueiro artilheiro?

*TEXTO ESCRITO NA NOITE DE QUARTA-FEIRA, LOGO, ANTES DA DECLARAÇÃO DO MARCELO ALMEIDA E DAS FOTOS DE RAFAEL VAZ


Boa tarde, galera!


Nação esmeraldina, a bomba está perto de estourar e como sabemos, o primeiro a ser atingido vai ser Larghi. Mauro Machado está há anos na direção e nada acontece, Harlei teve o mesmo tempo de Larghi e não sofre 20% das críticas que o técnico recebe da imprensa.


A minha publicação ocorre após as derrotas para Corinthians, Sport e Coritiba (empatar com um jogador a mais por 51 minutos é derrota), no entanto, hoje não irei analisar os jogos, mas sim um atleta em específico, o zagueiro “idolatrado” por muitos, Rafael Vaz.


O Rafael Vaz foi o zagueiro da Série A do futebol brasileiro com o maior número de gols na temporada de 2019, fez um total de 10 gols em 57 jogos, sem falar em boas atuações como na vitória contra o Internacional em Porto Alegre.


No ano de 2020, Vaz já ajudou com alguns gols, no entanto, surge a pergunta: ele mais ajuda que atrapalha nessa temporada? Na minha opinião, não! Irei demonstrar com alguns dados fornecidos pelo Mateus Vieira (deixo aqui meu agradecimento a ele).


No jogo contra o Corinthians, o camisa 4 errou 14 passes, sendo 3 curtos, 2 médios e 9 longos, onde 11 desses erros foram a partir do campo de defesa. No jogo contra o Coritiba, além do pênalti ridículo aos 50 minutos do segundo tempo, Rafael Vaz errou 11 passes, 7 deles no campo de defesa.


O técnico Eduardo Barroca uma vez fez uma analogia acerca da posse de bola no futebol: “Se você entrar numa briga e puder escolher entre ter um porrete na mão durante sete ou três minutos, o que você escolhe? Pra mim, a bola é o porrete. Eu não vou ganhar sempre, é claro, porque você pode acertar um soco no meu queixo. Mas eu vou querer o porrete".


Assim, fica evidente que o Rafael Vaz ao invés de valorizar a posse do porrete, ele faz questão de entregar ao adversário, deixando a defesa esmeraldina vulnerável por diversas vezes no jogo, ainda quero ressaltar que muitas vezes, Vaz não faz lançamento e sim o famoso “chutão para frente”.


A diferença de ambos os conceitos é muito bem explicada pelo Humberto Peron: “O chute para frente é feito quando não há nenhuma opção de jogada – ou o alguém está muito marcado e se livra da bola. Já o lançamento procura um companheiro livre no ataque, pode ser em um lance com um atacante entrando em velocidade nas costas de um zagueiro adversário”.


Dessa forma, é evidente o quanto Rafael Vaz prejudica o time do Goiás, isso sem falar nas falhas de marcação e posicionamento que não foi objeto da análise, pois quis tratar apenas da quantidade de vezes que ele entrega a posse da bola para o adversário.


Enfim, a situação da defesa esmeraldina é bem complicada, Jefferson vem falhando de forma recorrente (no meio do futebol, muitos diriam que ele é o famoso lateral mochila), Caju não tem a mínima condição de atuar por uma equipe de Série A e o reserva imediato dos zagueiros, F. Sanches também é péssimo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Defesa mais vazada ataca novamente.

 Boa tarde torcida esmeraldina, 

Hoje eu resolvi trazer uma percepção própria do que achei do jogo de quarta-feira contra o Corinthians e do que esperar para domingo, contra o Sport.

Na quarta-feira eu tinha uma grande expectativa para o jogo pois, apesar da eliminação contra o Vasco, o clube apresentou alguns pontos positivos e o Thiago Larghi iria ter uma semana completa de treinamentos para impor pensamentos de jogos naquele time que era um vazio completo de qualquer estilo e pensamento tático com o treinador passado. 

O Thiago Larghi mudou o time para a partida com a entrada de Ratinho no meio na esperança de ter uma saída mais rápida do que com o Gilberto e veio com um ataque novo, com Mike, Vinicius Lopes e Keko, na esperança de ter movimentações rápidas e trocas de posições. Teve um bom começo de jogo e, infelizmente, parou ai. 

Após um bom começo nos primeiros minutos de jogo, o meio campo do Goiás começou a dar muito espaço para os meio campistas do Corinthians, principalmente o Cantillo, começar a receber a bola e ter espaço para pensar. Nesse exato momento da partida recebo uma mensagem de um amigo com a seguinte frase “O Goiás ainda vai dar chance para esse time broxa do Corinthians criar”. 

Dito e feito. Foi assim, que aos 28 minutos o Cantillo recebe sozinho no meio e descola um lançamento nas costas do Jefferson, o que para o torcedor esmeraldino não é uma surpresa, e Ramiro, sozinho, joga pra dentro da pequena área sem nenhuma dificuldade e o Sanches (aliás, que péssima partida do zagueiro) desvia contra para o gol. 

Daí em diante o sofrimento defensivo foi acentuado fortemente. Pintado e Jefferson viraram avenidas e Rafael Vaz com Sanches só demonstraram o porquê no último ano tivemos uma das zagas mais vazadas do campeonato. 

Aliás, Rafael Vaz, esse tão idolatrado pela torcida esmeraldina, na quarta-feira errou 14 passes, sendo 11 no seu próprio campo.

Para o segundo tempo, Thiago Larghi veio com uma mudança na esperança de resgatar um controle maior no meio. Trouxe Jara no lugar do Keko (que fez uma péssima partida e tem mostrado que o único "positivo"dele é um titulo de ter sido criado no River Plate) e aos 58 minutos ainda entrou Figueira no lugar do Ratinho e Quevedo no lugar do Mike. Goiás voltou a ter um pouco mais do controle da bola e aos 65 minutos, em uma triangulação pela direita, Figueira acha com um passa magnifico Vinicius Lopes infiltrando atrás dos zagueiros e marca um belo gol de empate. 

Daí em diante o time do Goiás morreu, literalmente. Abdicou da posse de bola e começou a errar muitos passes. Thiago Larghi ainda tentou mudar algo com a entrada de Douglas Baggio no lugar do Vinicius Lopes porém sem nenhuma felicidade. 

Ficou nítido que Jara e Quevedo, tanto pedido pela torcida para serem titulares absolutos, não apresentaram nada demais porém mostraram estarem totalmente sem ritmo de jogo e perdidos.

Nos acréscimos do segundo tempo, em um escanteio inexistente para o Corinthians, Otero cobra e Danilo Avelar, totalmente sozinho, graças a ajuda do Sanches, e faz 2x1 para o Corinthians. Tchau, fim de papo.

Na coletiva, mais uma vez, Larghi pediu reforços para a continuação do campeonato. Nítido que o elenco que temos é limitadíssimo e difícil projetar algo bom. 

Falta pulso da diretoria para enxugar o elenco pela diretoria e trazer peças que não sejam jogadores de Serie B ou C?

Domingo enfrentamos o Sport, que briga diretamente conosco nessa briga pra fugir da zona de degola. O Sport ganhou de 2x1 do Grémio, fora de casa e agora recebe o Goiás em casa. Jogo vai ser difícil e é obrigação vencer.