*TEXTO ESCRITO NA NOITE DE QUARTA-FEIRA, LOGO, ANTES DA DECLARAÇÃO DO MARCELO ALMEIDA E DAS FOTOS DE RAFAEL VAZ
Boa tarde, galera!
Nação esmeraldina, a bomba está perto de estourar e como sabemos, o primeiro a ser atingido vai ser Larghi. Mauro Machado está há anos na direção e nada acontece, Harlei teve o mesmo tempo de Larghi e não sofre 20% das críticas que o técnico recebe da imprensa.
A minha publicação ocorre após as derrotas para Corinthians, Sport e Coritiba (empatar com um jogador a mais por 51 minutos é derrota), no entanto, hoje não irei analisar os jogos, mas sim um atleta em específico, o zagueiro “idolatrado” por muitos, Rafael Vaz.
O Rafael Vaz foi o zagueiro da Série A do futebol brasileiro com o maior número de gols na temporada de 2019, fez um total de 10 gols em 57 jogos, sem falar em boas atuações como na vitória contra o Internacional em Porto Alegre.
No ano de 2020, Vaz já ajudou com alguns gols, no entanto, surge a pergunta: ele mais ajuda que atrapalha nessa temporada? Na minha opinião, não! Irei demonstrar com alguns dados fornecidos pelo Mateus Vieira (deixo aqui meu agradecimento a ele).
No jogo contra o Corinthians, o camisa 4 errou 14 passes, sendo 3 curtos, 2 médios e 9 longos, onde 11 desses erros foram a partir do campo de defesa. No jogo contra o Coritiba, além do pênalti ridículo aos 50 minutos do segundo tempo, Rafael Vaz errou 11 passes, 7 deles no campo de defesa.
O técnico Eduardo Barroca uma vez fez uma analogia acerca da posse de bola no futebol: “Se você entrar numa briga e puder escolher entre ter um porrete na mão durante sete ou três minutos, o que você escolhe? Pra mim, a bola é o porrete. Eu não vou ganhar sempre, é claro, porque você pode acertar um soco no meu queixo. Mas eu vou querer o porrete".
Assim, fica evidente que o Rafael Vaz ao invés de valorizar a posse do porrete, ele faz questão de entregar ao adversário, deixando a defesa esmeraldina vulnerável por diversas vezes no jogo, ainda quero ressaltar que muitas vezes, Vaz não faz lançamento e sim o famoso “chutão para frente”.
A diferença de ambos os conceitos é muito bem explicada pelo Humberto Peron: “O chute para frente é feito quando não há nenhuma opção de jogada – ou o alguém está muito marcado e se livra da bola. Já o lançamento procura um companheiro livre no ataque, pode ser em um lance com um atacante entrando em velocidade nas costas de um zagueiro adversário”.
Dessa forma, é evidente o quanto Rafael Vaz prejudica o time do Goiás, isso sem falar nas falhas de marcação e posicionamento que não foi objeto da análise, pois quis tratar apenas da quantidade de vezes que ele entrega a posse da bola para o adversário.
Enfim, a situação da defesa esmeraldina é bem complicada, Jefferson vem falhando de forma recorrente (no meio do futebol, muitos diriam que ele é o famoso lateral mochila), Caju não tem a mínima condição de atuar por uma equipe de Série A e o reserva imediato dos zagueiros, F. Sanches também é péssimo.