Boa tarde, nação esmeraldina!
Me chamo João Pedro Jubé, sou
goianiense, esmeraldino desde 1997, fui atleta de futebol até 2016, hoje sou
advogado e começo a escrever aqui no Blog do Siri. Nesse primeiro momento, irei
escrever de forma semanal, no entanto, mudanças poderão ocorrer ao longo do
tempo.
Na minha estreia no Blog, escolhi
analisar (de uma forma não tão técnica) a eliminação da Copa do Brasil para o
Vasco da Gama, bem como, as primeiras impressões de Thiago Larghi no comando do
Goiás Esporte Clube.
A minha expectativa para o jogo era de
uma eliminação por 2 x 0 ou 3 x 0, em relação a postura do time, esperava o
Goiás jogando no mesmo padrão dos jogos com o Ney Franco, linhas extremamente
baixas, praticamente sem passar para o campo ofensivo e “rifando” bolas para
Keko, Victor Andrade e Rafael Moura, ou seja, jogando por uma bola.
No entanto, para a minha surpresa, desde
o início do primeiro tempo, o Goiás adotou linhas mais altas e as bolas longas
foram reduzidas consideravelmente. O time conseguiu rodar bastante a bola e
mesmo com uma posse de bola inferior ao adversário, se mostrava mais ofensivo
até o momento em que sofreu o primeiro gol, uma falha grotesca do Tadeu.
O gol de empate saiu em um momento
excelente do jogo, aos 44 minutos do primeiro tempo, Vaz aproveitou a falha da
defesa vascaína e colocou o Goiás em uma posição confortável para a ida aos
vestiários. No retorno, logo aos 4 minutos, Benítez aproveitando falha no
sistema defensivo do Goiás, semelhante a que ocorreu no segundo gol do
Athletico pelo Brasileirão, colocou o Vasco à frente do placar.
O Goiás ainda teve pelo menos 3 grandes
oportunidades de empatar o jogo, porém tais bolas caíram no pé (uma na cabeça)
do Rafael Moura, o mesmo que discute com torcedor, médico e exige a retirada de
faixa de torcedores do Estádio Haile Pinheiro, enquanto, trota por 90 minutos,
sem ganhar uma disputa de bola sequer.
Nos pênaltis, 3 x 2 para o Vasco, com
erros de Daniel Bessa, Rafael Moura e Marcinho, destes, apenas a cobrança de
Bessa foi aceitável, a cobrança de Moura foi ridícula, tanto que virou chacota
nas redes sociais, já Marcinho bateu de forma displicente, este que apesar da
deficiência técnica, mostrou uma vontade que não apresentava desde 2018.
As
minhas primeiras impressões do Goiás de Thiago Larghi foram boas, mesmo sem
conhecer o elenco e tempo para treinar suas ideias, o time atendeu ao pedido do
técnico para ser mais propositivo e menos reativo, não abdicando de jogar para
marcar. Sendo válido ressaltar a entrada de Ratinho (mesmo falhando em uma
saída de bola) no lugar de Gilberto Jr (deve perder espaço na equipe),
alteração que fez o Goiás melhorar a qualidade na transição ofensiva, inclusive
fazendo o Daniel Bessa render mais.
A opção de Larghi por Marcinho e o fato
de ter deixado de levar Quevedo para o jogo (informação de Wagner Oliveira –
Esporte Goiano) foi bastante questionada pela torcida, porém não julgo o
Thiago. O Marcinho é conhecido por muitos pelo que jogou no Athletico campeão
da Sul-Americana, enquanto, Quevedo é um desconhecido até para nós torcedores
(por mais que eu acredite que ele tenha potencial).
Por fim, na entrevista coletiva, Thiago
Larghi afirmou que o Goiás precisa buscar um atacante de mais mobilidade, a
partir daí fica o questionamento: ele terá peito para colocar Rafael Moura no
banco? Espero que sim, pois Moura mais atrapalha do que ajuda o time.
Assim, encerro a minha primeira
publicação por aqui, peço desculpas pelo texto longo e a partir das próximas
semanas tentarei sair desse modelo de análise de jogo (já muito “batido”) para
falar mais sobre alguns aspectos do jogo que passou, do próximo e talvez dos
bastidores. Saudações esmeraldinas e bom final de semana!
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